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26 de julho de 2026

Encontro histórico entre Angela Davis e Flávia Oliveira marcou uma programação gratuita que reuniu literatura, pensamento crítico, música, acessibilidade e diversidade em Paraty

O sábado, 25 de julho, concentrou alguns dos encontros mais aguardados da programação do Sesc na Flip 2026. O principal destaque foi a presença da escritora, filósofa, educadora e ativista Angela Davis, que participou pela primeira vez da Festa Literária Internacional de Paraty.

No Sesc Caborê, Angela Davis dividiu com a jornalista Flávia Oliveira, que realizou a mediação.

Mesa de Angela Davis no Sesc Caborê levou mais de 900 pessoas. A atração foi gratuita.

O encontro propôs reflexões sobre liberdade, literatura, história e vida pública a partir das trajetórias e perspectivas dos dois intelectuais. A conversa também aproximou experiências dos continentes africano e americano, destacando conexões históricas, políticas e culturais construídas dos dois lados do Atlântico.

Angela Davis durante a programação do Sesc na Flip.

Reconhecida mundialmente por sua atuação no enfrentamento ao racismo, ao sexismo e ao encarceramento em massa, Angela Davis construiu uma trajetória marcada pela articulação entre pensamento acadêmico, participação política e defesa dos direitos humanos. A mediação de Flávia Oliveira conduziu um diálogo que atravessou temas como colonialismo, racismo, liberdade, democracia e as permanências históricas que conectam África e América.

Sua presença na Flip ampliou os debates promovidos pelo Sesc sobre democracia, desigualdades, memória, liberdade e transformação social. Diante de um público atento, Davis reafirmou a literatura e o pensamento crítico como ferramentas para interpretar o presente e imaginar outros futuros.

Literatura, acessibilidade e futuros possíveis no Sesc Santa Rita

A programação de sábado começou no Sesc Santa Rita com a contação de histórias “Veredas de histórias: encantos amazônicos”, conduzida por Emiliana Marajoara.

Na sequência, o café literário “É possível um livro para todos?” reuniu Carla Mauch e Perla Assunção, com mediação de Elisabete Veras. O encontro discutiu os caminhos necessários para tornar os livros, as histórias e as experiências de leitura acessíveis a diferentes públicos.

O espaço também recebeu a oficina “Colagem como forma poética”, com Thainá Carvalho, e o café literário “Imaginando futuros possíveis”, com Nathalia Kariri e Anderson Shon, mediados por Janda Montenegro.

Na oficina de escrita “Fisgar pelo estômago”, Taís Bravo convidou os participantes a explorar as relações entre comida, memória e afeto por meio da criação literária.

Oficina Fisgar no Estômago foi feita no espaço do Sesc Mesa Brasil, na Flip.

A literatura como território de contestação esteve presente na conversa “Literatura em desacordo”, com Santiago Nazarian e Eliana Alves Cruz.

O encerramento das atividades no espaço ficou por conta do talk show literário de Tati Bernardi, que recebeu a escritora e atriz Elisa Lucinda para uma conversa marcada por literatura, trajetória artística, humor e reflexões sobre a sociedade brasileira.

Chico César, Socorro Acioli e tradução como criação movimentaram a Casa Sesc

Na Casa Sesc, as atividades atravessaram diferentes formas de experimentar a palavra, a música e a criação artística.

A mesa “Tradução como criação” apresentou a tradução não apenas como uma passagem entre idiomas, mas como processo literário, escolha estética e recriação cultural.

As escritoras Socorro Acioli e Monique Malcher participaram da mesa “O que nos assombra”, mediada por Bianca Santana. A atividade percorreu medos, mistérios, memórias e elementos fantásticos presentes na literatura contemporânea.

O encerramento aconteceu com o show “FOFO”, de Chico César, que aproximou música, poesia e performance. Ao longo do dia, a casa também ofereceu instalações, intervenções literárias e um ponto de leitura aberto ao público.

 Vencedores do Prêmio Sesc de Literatura compartilharam trajetórias

Outro destaque do sábado foi a participação dos vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2026.

Na Casa Estante Virtual, Leonardo Piana, Abáz e Marcus Groza conversaram sobre suas trajetórias, seus processos criativos e os caminhos que os levaram à premiação. A atividade foi mediada por Pedro Azevedo.

O encontro reforçou o trabalho desenvolvido pelo Sesc na descoberta, valorização e circulação de novos autores, aproximando escritores em início de carreira de leitores, editoras e profissionais do mercado literário.

Além das atividades culturais, o público pôde contribuir com as ações do Sesc Mesa Brasil.

O Sesc Santa Rita recebeu doações de alimentos não perecíveis e contribuições financeiras destinadas a instituições sociais de Paraty que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar.

A iniciativa ampliou o impacto da presença do Sesc na Flip ao aproximar cultura, participação social e solidariedade.

Gratuita e acessível, a programação de sábado integrou mais um dia de Sesc na Flip e reafirmou o compromisso da instituição com a democratização da cultura, a formação de leitores e a valorização da diversidade de vozes, linguagens e territórios.

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